Castelo de Bran — Transilvânia, Romênia

Romênia e Sérvia: o roteiro diferente pela Europa que está virando tendência

Enquanto todo mundo disputa passagem para Paris e hotel em Barcelona, um grupo crescente de viajantes brasileiros está descobrindo o Leste Europeu — e voltando apaixonado.

Romênia e Sérvia são dois dos destinos que mais surpreendem quem vai pela primeira vez. Castelos medievais, cidades velhas tombadas pela UNESCO, paisagens de montanha, gastronomia rica e um custo de vida significativamente menor do que o da Europa Ocidental.

Por que Romênia e Sérvia agora

O turismo no Leste Europeu cresce ano a ano entre os brasileiros. O Euro não é a moeda local em nenhum dos dois países (Romênia usa o leu romeno, Sérvia usa o dinar sérvio), o que torna o custo de alimentação e transporte local bem mais acessível. Além disso, a região tem uma história rica e complexa que poucos roteiros tradicionais contam. Drácula não é apenas lenda — é arquitetura, fortalezas reais e uma Transilvânia que parece cenário de filme.

Documentação e entrada

Romênia: faz parte da União Europeia e do Espaço Schengen desde 2024. Brasileiros entram sem visto para estadias de até 90 dias.

Sérvia: não faz parte da União Europeia nem do Espaço Schengen. Brasileiros também entram sem visto para estadias de até 90 dias — os dias na Sérvia não contam para a cota de 90 dias do Schengen.

Passaporte: validade mínima de 6 meses além da data de retorno.

Seguro viagem: planos voltados exclusivamente para o Espaço Schengen podem não cobrir a Sérvia. Se o roteiro inclui Belgrado ou qualquer cidade sérvia, confirme a abrangência geográfica do plano antes de contratar.

Roteiro sugerido: 10 dias

Dias 1 e 2 — Bucareste, Romênia

A capital romena é uma entrada vibrante no país. O centro histórico (Lipscani) mistura prédios art nouveau restaurados com bares, restaurantes e vida noturna intensa. Não perca o Palácio do Parlamento — segundo maior edifício administrativo do mundo, construído durante a ditadura de Ceaușescu —, o Ateneul Român e os restaurantes de culinária tradicional com sarmale e mici por preços muito acessíveis.

Dias 3 e 4 — Sinaia e Castelo de Peles

A cerca de 130 km de Bucareste, Sinaia abriga o Castelo de Peles — um dos castelos mais fotografados da Europa e residência de verão da família real romena. Ao lado fica o Pelișor, menor e igualmente encantador. O teleférico até o Platô de Bucegi e o Mosteiro de Sinaia completam o roteiro da cidade.

Dias 5 e 6 — Brașov e a Transilvânia

Brașov é, para muitos, o ponto alto da Romênia. A praça central (Piața Sfatului) é cercada de casas coloridas, igrejas góticas e montanhas ao fundo. A 30 km fica o Castelo de Bran, associado à lenda do Drácula. Brașov é também boa base para uma excursão a Sighișoara, cidade medieval tombada pela UNESCO.

Dia 7 — Translado para Belgrado

O trecho pode ser feito de ônibus ou carro (±7–8h de estrada, com travessia da fronteira), ou de avião via Bucareste (±1h30). Recomendamos sair cedo e aproveitar a paisagem dos Cárpatos.

Dias 8 e 9 — Belgrado, Sérvia

A capital sérvia é uma das mais animadas dos Bálcãs. A Fortaleza de Kalemegdan oferece vista panorâmica sobre os rios Danúbio e Sava; o bairro boêmio de Skadarlija tem restaurantes com música ao vivo; a Igreja de São Sava é uma das maiores igrejas ortodoxas do mundo. A culinária sérvia é farta: ćevapi, ajvar e queijos locais são imperdíveis.

Dia 10 — Novi Sad

A cerca de 90 km de Belgrado, Novi Sad é a segunda maior cidade sérvia e sede do festival EXIT. A Fortaleza de Petrovaradin domina o horizonte sobre o Danúbio. Translado Novi Sad→aeroporto fecha bem o roteiro antes do voo de volta.

Dicas práticas

Moeda: leu romeno na Romênia, dinar sérvio na Sérvia. Cartão internacional é aceito na maioria dos lugares, mas carregue espécie para mercados e táxis.

Clima: melhor período de maio a setembro. Verão (junho–agosto) tem dias longos e temperatura agradável. Evite janeiro–fevereiro se não gosta de frio intenso.

Transporte: ônibus e trens conectam bem as cidades. Para a Transilvânia, carro alugado dá mais liberdade.

Idioma: romeno e sérvio são as línguas locais. Inglês é amplamente falado nas atrações turísticas.

Conclusão

Romênia e Sérvia são para quem quer Europa de verdade — sem multidão, sem fila de três horas na Torre Eiffel e sem pagar € 25 num prato de macarrão. É para quem quer história, paisagem, boa comida e a sensação de ter descoberto algo que a maioria ainda não conhece.

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